quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Vida de desespero dormente

Dizem que o destino não existe, mas existe; é você que o cria. E mesmo que o mundo continue por muitas eras você só está aqui por uma fração de segundo. A maior parte do seu tempo, você está morto ou ainda não nasceu. Mas enquanto está vivo, espera em vão, desperdiçando anos por um telefonema, uma carta, um olhar de alguém ou algo que deixe tudo bem. Mas nunca chega. Ou parece que chega, mas na verdade, não chega.
Então vive seu tempo em vago arrependimento ou na vaga esperança de que algo de bom aconteça, algo que o faça sentir-se conectado, que o faça sentir-se inteiro, algo que o faça sentir-se amado.
E a verdade é que me sinto tão zangado. E a verdade é que eu me sinto tão triste. E a verdade é que me sinto tão magoado por tanto tempo e por tanto tempo eu tenho fingido estar bem, só para seguir em frente. Só para… Eu não sei por quê! Talvez por que ninguém queira ouvir sobre a minha desgraça, porque todos têm suas próprias.
Charlie Kaufman em Sinédoque, Nova York

2 comentários:

  1. amo esse texto, venho sempre aqui pra ler, pronto falei.

    beijos iandrinha <3

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  2. AI QUE LINDO (sente o poder do capslock.)

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